Cidades Inteligentes

Cidades Inteligentes já são uma realidade. Veja neste artigo o que torna uma cidade inteligente, suas dimensões e os níveis de inteligência de uma cidade. *Por Ana Carolina Pereira 

Apesar de ser um termo muito utilizado, Cidades Inteligentes ainda causa confusão a muitos e aqui vamos tentar esclarecer o que é uma cidade inteligente, suas dimensões e como são medidos os níveis de inteligência de uma cidade.

O que são Cidades Inteligentes?

A busca por otimizar recursos para melhor servir os cidadãos, envolvendo mobilidade, energia ou qualquer outro tipo de serviço que se faz necessário à vida das pessoas, utilizando- se de TICS (Tecnologias da informação e comunicação) como elemento central, constrói uma cidade inteligente.

Primeiramente vamos diferenciar Cidades Inteligentes de Cidades Digitais. A cidade digital tem implementado em si tecnologias de comunicação que promovem um grande acesso a conteúdos, ferramentas e sistemas de gestão, atendendo assim o poder público e seus servidores, cidadãos e organizações. Já a cidade inteligente utilizará dos componentes digitais de uma cidade digital, porém de uma forma inovadora e colaborativa.

Cidades Inteligentes, segundo a União Europeia buscam alcançar o incentivo do desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida, por meio de sistemas de pessoas que interagem e usam energia, materiais, serviços e financiamento. O fluxo gerado nessas interações é considerado inteligente devido ao uso de infraestrutura e serviços, de informação e comunicação, e com planejamento e gestão urbana de forma estratégica, a fim de dar respostas às variadas necessidades sociais e econômicas da sociedade.

Há diversas definições quanto ao que é uma Cidade Inteligente, afinal cada lugar possui necessidades e especificidades únicas. Devemos nos concentrar em quais atividades e fatores que irão tornar uma cidade mais inteligente. Podemos assim destacar os seguintes pontos de atenção:

  • Tudo é voltado para aumentar significativamente a qualidade de vida dos cidadãos;
  • Há necessidade do envolvimento de stakeholders (universidades, empresas, ONGs)
  • Tudo deve ser muito bem articulado e planejado
  • Os recursos existentes devem ser utilizados.

As três dimensões das cidades inteligentes

Segundo Kominos (2008), as cidades inteligentes são construídas como aglomerados multidimensionais e que combinam as três principais dimensões da inteligência: humana, coletiva e artificial.

  • Humana – está diretamente relacionado a capacidade dos indivíduos que vivem e trabalham na cidade: sua inteligência, inventividade e criatividade. Segundo Richard Florida (2002) essa capacidade é descrita como Cidade Criativa.
  • Coletiva – esta por sua vez, está relacionada a inteligência coletiva da população de uma cidade. É baseada nas instituições da cidade que permitem a cooperação no conhecimento e na inovação.
  • Artificial – esta última dimensão se relaciona com a inteligência artificial que está inserida no ambiente físico da sociedade: infra-estrutura de comunicação, espaços digitais, ferramentas públicas para a solução de problemas disponíveis para a população da cidade.

Temos assim que o conceito de “cidade inteligente” integra as três dimensões mencionadas de uma aglomeração: seus espaços físicos, a institucionais e uma teia digital.

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Medições e ranking de Cidades Inteligentes

Empresas e instituições buscam formas de medir e criar rankings de Cidades inteligentes. A iniciativa IESE Cities in Motion, do IESE Business School na Espanha, conecta uma rede global de especialistas em cidades, empresas privadas locais especializadas e governos de todo o mundo. Tendo como objetivo promover mudanças a nível local e desenvolver ideias valiosas e ferramentas inovadoras que levarão a cidades mais sustentáveis e inteligentes.

Eles utilizam de 9 critérios, que possuem subtópicos, para definir o nível de inteligência que uma cidade possui: Capital Humano, Coesão Social, Economia, Governança, O Meio Ambiente, Mobilidade e Transporte, Planejamento Urbano, Alcance Internacional e Tecnologia.

Em seu último relatório lançado agora me 2020, o top 10 foi:

1 – Londres (Reino Unido)

2 – New York (USA)

3 – Paris (França)

4 – Tokyo (Japão)

5 – Reykjavík (Islândia)

6 – Copenhagen (Dinamarca)

7 – Berlin (Alemanha)

8 – Amsterdam (Holanda)

9 – Singapore (Cingapure)

10 – Hong Kong – China

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